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O mistério silencioso de Tutmés II que pode mudar tudo

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Há descobertas arqueológicas que mexem connosco como se alguém nos abrisse uma porta enterrada no tempo. O recém-identificado túmulo de Tutmés II é exatamente isso. Um convite à curiosidade, uma promessa de que o passado ainda tem segredos suficientes para nos surpreender no presente.

Os egiptólogos acreditam que esta câmara pode guardar objetos rituais intactos, fragmentos de textos esquecidos e indícios sobre a breve e enigmática vida deste faraó que reinou pouco mais de três anos. Espera-se encontrar detalhes sobre a sua saúde frágil, sobre o enredo político que o rodeou e até pistas sobre o modo como o seu poder foi absorvido por Hatshepsut, talvez a figura feminina mais fascinante da história do Egito.

Este túmulo pode ainda revelar novos dados sobre a 18.ª dinastia, o período que lançou as bases do império egípcio e que tantas vezes nos parece uma tapeçaria incompleta. Cada vaso selado, cada inscrição por decifrar, cada pigmento sobrevivente promete acrescentar uma peça a um puzzle que julgávamos quase fechado.

Hoje, enquanto o mundo olha para o Egito como se espreitasse pela fresta de uma porta milenar, percebemos que a História não é um livro encerrado. É um pergaminho em constante revelação. E Tutmés II, discreto em vida, pode tornar-se agora uma das vozes mais sonoras do passado.

Um achado assim lembra-nos que ainda há maravilhas escondidas à espera de quem não se cansa de procurar.


Paulo Freitas do Amaral

Professor, Historiador e Autor

 
 
 

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